Comportamentos de Risco

 

Os Comportamentos de Risco para a SIDA são procedimentos perigosos para a saúde, que facilitam a penetração dos VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) no organismo. Estes procedimentos são da responsabilidade do indivíduo que decide escolher um comportamento entre os vários possíveis, relacionados com os seus conhecimentos e crenças que, por sua vez, dependem da sua educação e cultura.

Relativamente ao contágio com os vírus da SIDA, os comportamentos de risco mais importantes são os seguintes:

 

 

· As Relações sexuais, sem o uso do preservativo; 

 

 

A penetração vaginal representa igualmente um alto risco de transmissão do vírus , sobretudo na vigência de uma Doença Sexualmente Transmissível (DST). A multiplicidade de parceiros aumenta consideravelmente o risco de contacto com o vírus.

           A penetração anal entre os homens facilita a transmissão do HIV/VIH na Europa e América do Norte onde, até ao momento cerca de 70% de todos os casos observados se encontram entre homens que tiveram actividade sexual com outros homens.

 

 

·       · Utilização incorrecta do preservativo;

 

      · Utilização não sistemática do preservativo (excepto em caso de relação monogâmica estável);

 

      · Toxicodependência com injecção de drogas partilhando seringas e/ou agulhas;

 

 

        A transmissão do vírus faz-se por intermédio de agulhas e seringas usadas mas também através da colher e de todo o objecto utilizado para a preparação da droga. Os utilizadores de drogas injectáveis representam um factor importante de transmissão do vírus entre os heterossexuais. Além do mais, toda a droga, injectável ou não, que possa modificar a capacidade de um indivíduo de tomar as medidas de prevenção, aumenta o risco de transmissão do vírus pelo sangue ou pelas secreções sexuais.

 

 

      · Perfuração, corte ou penetração da pele com instrumentos não esterilizados, eventualmente conspurcados com produtos biológicos humanos;

 

 

      · Gravidez sem prévio teste da SIDA;

 

 

        Nos países desenvolvidos 8 a 20% das crianças nascidas de mães seropositivas estão infectadas pelo vírus. Este valor varia segundo os países.

 

 

     · Gravidez e parto em mulher seropositiva, sem terapêutica da mãe da criança;

 

     · Aleitamento de criança por mulher seropositiva;

 

     · Qualquer prática médico - cirúrgica sem cumprimento das medidas de Prevenção Universais; 

 

     · Doação de sangue, tecido ou órgão tendo existido um comportamento de risco nos seis meses anteriores.

 

 

       Os indivíduos que receberam sangue antes do 1º de Agosto de 1985, podem ter sido infectados pelo vírus da AIDS/SIDA uma vez que antes deste período, o teste sorológico de triagem dos doadores de sangue não era realizado de forma sistemática.

       Actualmente, devido à triagem obrigatória e à grande fiabilidade dos testes utilizados, o risco de transmissão é muito baixo, da ordem de 1:200.000 unidades de transfusão. É por esta razão que a transfusão deve ser considerada como um gesto sério e somente a ela se recorrer quando absolutamente indispensável. É também importante incentivar as auto-transfusões entre os doentes que não necessitem de uma cirurgia de urgência.